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MERGULHO

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Mergulho nesse mar de emoções.

Dói tanto pensar,

que tive tudo e nada tive.

Nada,

Nada para não se afogar.

A costa está próxima, não se afunde,

nao morra na praia.

Saia da água e deixa o tempo secar seu corpo,

suas lágrimas,

e suas mágoas.

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ÊXTASE

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Olhos nos olhos.

Toques suaves, leves como plumas,

deitada nua, me aproximo suave.

Toques sutis, exploro-a toda.

O prazer sem limites, é um conjunto de coisas.

Seu sexo úmido, tem história e escolhas.

O êxtase intenso, seu Deus perdoa.

O prazer é divino, aguça os sentidos,

desperta o criativo e a percepção sobre as coisas.

Respira e sinta.

Entregue-se e reflita.

SUFOCO

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Passei um sufoco dos grandes. O ar me faltou aos pulmões.

Uma sensação de perda do que não se tem e de coisas que talvez nunca terá.

Uma briga para desafogar um grito contido.

Uma vontade contida.

A agonia de quem parece morrer. 

Tive uma experiência. Tudo ficou preto. E enfim, uma luz.

Um barulho que me parecia querer estoura meus tímpanos. 

Um misto de saliva e vômito saiu garganta acima. 

Acho que foi veneno. O veneno chamado “ego”. 

Um veneno egoísta. Egoísmo por querer o que não se pode ter.

Por querer tudo de uma vez. Colocar o chamado “carro na frente dos bois”.

Dominar, controlar, manipular.

Somos todos assim. Desde nossa mais inocente infância.

Manipulamos quem cuida da gente para conseguir suprir nossas necessidades primárias e secundárias.

Crescemos e continuamos mais cruéis. Só nos satisfaz aquilo é para nosso próprio deleite.

Usamos e somos usados. Manipulamos e somos manipulados. 

Um joguinho em que não há vencedores e nem perdedores.

Pode me achar extremista, mas na verdade não dou a mínima.

Veja, sou tão egoísta que não deixei que o sufoco me tirasse o ar.

Não foi dessa vez que morri. Pelo contrário, ressurgi.

Para relatar minha pequena e insignificante experiência.

Tirar proveito da minha própria desgraça. Do meu exagero.

Talvez daqui a um tempo eu venha rir de tudo isso.

Por enquanto só me resta limpar a sujeira de mim mesma. 

Os cacos. 

Amanhã é um novo dia.  Espero que menos egoísta, de fato.

 

 

“MANIFESTO DE UMA GOTA NO OCEANO”

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Vamos dar o fora daqui!

Esse não é o “American Dream”.

Essa é a cruel realidade.

Onde um mata o outro.

Nada de “fair play” neste jogo.

Nada de clamores,

Apenas dores.

Enquanto eu escrevo isso, alguém morre de fome.

Enquanto você lê isso, alguma criança chora à procura de sua mãe.

Mas o que é isso, algum tipo de Manifesto? 

Não. Apenas algumas rimas de uma gota no oceano.

Enquanto alguém implora pela vida,

o outro faz compras.

Procurando completar sua necessidade de nada.

Preencher o vazio.

Enquanto aquele com a arma na cabeça, 

sente arrepios.

 

SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO

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Curioso como nos deixamos envolver,

pela alegria alheia,

pela desgraça alheia,

pelo sadismo alheio.

Ora, cuidemos de nossas próprias vidas!

Desprendemos-nos de nós mesmos, de nossas vidas,

na ilusão que a grama do vizinho é sempre a mais verde.

Mas é plantada sob a mesma terra, regada com a mesma água.

Mas a maneira, a atenção dedicada,

Isso sim determina como essa grama vai crescer.

É tudo uma questão de tempo.

Mais cedo ou mais tarde veremos,

A alegria, a tristeza, a graça e a desgraça, o sadismo e o lirismo,

enterrados sob o mesmo solo.

Mas enquanto isso,

Viva a sua vida,

Pois é só uma questão de tempo,

até nada mais fazer sentido.

Nem a alegria, nem o sadismo,

nem a  água,

muito menos a grama do vizinho.

ÓCIO CRIATIVO

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Trabalhamos para viver ou vivemos para trabalhar?

Eis a questão.

Se trabalho, como.

Se não trabalho, me comem…

Quem me come?

Nossa amada sociedade predatória.

Sociedade essa criada e nutrida por nós mesmos.

Tudo que  André queria era estar em casa, lendo o jornal de ontem, com as mesmas ideias de anteontem que narra os fatos do amanhã e do depois de amanhã.

Nada de novo no front.

Apenas a certeza que as amarras da marionete social querem ser rompidas.

Mas se são rompidas, como viver? O que comer?

Porque se trabalho, como. Se não, não como. E meus irmãos também não comem.

Vivemos numa corrente que balança. Balança mas não cai.

Se cair, morremos todos.

Rei, capitão, polícia e ladrão.

Não quero buscar explicações e muito menos explicar.

Quero apenas um lugar para saudar. Alimentar meu ócio criativo.

Ah Domênico, se todos te dessem ouvidos, nesse mundo sem sentido!

Alimentaria meu ego com um bom livro e um bom vinho.

Vislumbrando um caminho. Com menos pedras no caminho.

Ouço um pigarro de reclamação. É o meu chefe, controlador de plantão.

Penso: “ Puta que pariu, “ bora ” trabalhar”.

Deixo o filósofo pra lá, senão, além de não comer, sou mandado embora por justa causa.