Archive | Novembro 2013

GIVE ME

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Give me hope, when I´m hopelessness.

Give me enlightenment when I´m in the dark.

Give me air when I can´t breath.

Give me wisdom when I´m in doubt.

Give to me faith when I can´t believe.

Give me power to don´t be a week.

And believe,

In myself,

in the humanity,

In you,

Oh Lord!

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A PROPOSTA

taça de vinho conto

Era mais um dia daqueles em que me torturava por conta de uma “crise criativa”.

Uma ideia, um rascunho, um roteiro. Era o que precisava para meu novo conto.

Andei lendo alguns gênios estes dias, de Camus em “O Estrangeiro” à Bukowski em “Mulheres”.

Pensava eu em cada virar de página: ” Será que um dia chego a um décimo do que esses caras fizeram?”

São geniais, viscerais. Como é possível, qual o segredo?

Há algo de mágico em quem tem o dom da escrita. E como disse um amigo, o qual estimo muito ” … Escritores são pobres almas artisticamente ricas.”. Quero ter uma alma dessa também.

E continuo pensando… tenho algumas ideias, mas o desenrolar demora a fluir.

De repente recebo uma solicitação de amizade. Dou uma olhada para ver se conheço. Não, não conheço. E vi que ele me enviou uma mensagem, elogiando meus escritos, e minha aparência.

Bem, deixe-me ver… Quero saber o que ele leu e gostou em especial.

Adiciono.

Conversamos sobre os textos e assuntos diversos.

“Leitor” curioso. Gosto disso.

Não sou uma ” aspirante à escritora” cheia de segredos, e a conversa se torna interessante.

Mas, como já ouvi dizer em algum lugar e você que me lê provavelmente também já ouviu: ” De boas intenções, o inferno está cheio.”

Ele diz: – E então, como faço para conhecer minha nova escritora favorita?

Eu digo: – Bem, complicado dizer. Conversarmos há pouco mais de uma hora. Mas quem sabe um dia.

– Ah! Que pena. Sabe o que é. Te achei uma delícia. Bem que poderia fazer um poema para mim em particular.

– O que está sugerindo?

– Você sabe o que eu quero dizer. Sabe ler nas entrelinhas.

“Realmente!” , penso eu.” O cara está me cantando, me chamando pra sair. Eu mereço.  Mas normal, logo ele desencana.”

– Então, o que me diz?

– Bem, desculpe-me, mas não vai acontecer. Podemos continuar a conversar, mas não com essas intenções.

– Você me disse sobre a ideia de publicar seus contos independente não é?

– Sim, eu disse. mas é só uma ideia. Não sei se o que tenho vale a pena.

– Olha só, posso te ajudar.

– Ajudar, como?

– 700 reais, e ai? Topa? Unimos o útil ao agradável. Eu tô louco pra te pegar de jeito. E você ganha uma grana pra aquecer seu sonho.

Fico atônica. Constrangida. Com raiva. Fui comparada a uma vadia.

Firme de minhas convicções, desejo-lhe um bom dia.

Se de boas intenções o inferno está cheio, serei então o Diabo.

Dizem também que há sempre o lado bom das coisas. que devemos aproveitar do copo, esteja ele metade cheio ou vazio.

É isso que estou aprendendo a fazer.

Moral da história:

Meu caro ” leitor” saiu dessa história sem sua ” escritora”.

Porém,  a ” escritora”, ah… ela sim, saiu com a ideia que precisava. Ela foi o Diabo. Com estilo, é claro.

“MANIFESTO DE UMA GOTA NO OCEANO”

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Vamos dar o fora daqui!

Esse não é o “American Dream”.

Essa é a cruel realidade.

Onde um mata o outro.

Nada de “fair play” neste jogo.

Nada de clamores,

Apenas dores.

Enquanto eu escrevo isso, alguém morre de fome.

Enquanto você lê isso, alguma criança chora à procura de sua mãe.

Mas o que é isso, algum tipo de Manifesto? 

Não. Apenas algumas rimas de uma gota no oceano.

Enquanto alguém implora pela vida,

o outro faz compras.

Procurando completar sua necessidade de nada.

Preencher o vazio.

Enquanto aquele com a arma na cabeça, 

sente arrepios.

 

PANDORA

20071212164516709

Diante de ti, sou tão pequenina

frágil, volátil.

Mas quando abaixa a guarda, torno-me gigante.

Rompo paradigmas num instante.

Coloco-a de volta à caixa, 

da qual nunca deveria ter saído, 

assim como os outros males do mundo.

Mas no fundo me confundo.

Quais de mim me deixa em apuros?

Quais de mim me confunde os nervos?

Quais de mim deveria trancar na caixa,

e de lá, nunca mais deixar sair ?

Questionamentos a parte, visto-me e penteio minhas madeixas.

Hoje decidi ser assim.

Amanhã é outro dia.